Sobre o pálido ponto azul.

Sobre o pálido ponto azul.
"Nós podemos explicar o azul-pálido desse pequeno mundo que conhecemos muito bem. Se um cientista alienígena, recém-chegado às imediações de nosso Sistema Solar, poderia fidedignamente inferir oceanos, nuvens e uma atmosfera espessa, já não é tão certo. Netuno, por exemplo, é azul, mas por razões inteiramente diferentes. Desse ponto distante de observação, a Terra talvez não apresentasse nenhum interesse especial. Para nós, no entanto, ela é diferente. Olhem de novo para o ponto. É ali. É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "superastros", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pensem nos rios de sangue derramados por todos os generais e imperadores para que, na glória do triunfo, pudessem ser os senhores momentâneos de uma fração desse ponto. Pensem nas crueldades infinitas cometidas pelos habitantes de um canto desse pixel contra os habitantes mal distinguíveis de algum outro canto, em seus freqüentes conflitos, em sua ânsia de recíproca destruição, em seus ódios ardentes. Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)" Carl Sagan

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Sexo anal, prazer e o mito da endocardite bacteriana.


Gente, resolvi fazer este post em homenagem aos fiscais de cu que me rondam, ao povo que ainda não descobriu que vida, CPF, saúde e cu, cada um tem o seu para usar o seu tempo cuidando-lhes. Se quiserem, claro, se não quiserem o azar é inteirinho deles!

Cada pessoa neste mundo tem um vício meio pernicioso: açúcar, bebidas alcoólicas, fast food, cigarro, adrenalina, paixão, pessoas, drogas ilícitas, jogos de azar, ansiolíticos, antidepressivos, pornografia, esportes e até mesmo sexo e trabalho! Tudo o que lhe domina a mente e que você "não consegue viver sem" é um vício potencialmente negativo e até mesmo perigoso!

Sim, existem pessoas que não tem critério na escolha de parceiros e que, por problemas de ego, transam com quem lhes aparecer e, não raras vezes, sem proteção! Isso sem falas das centenas de coisas prejudiciais à saúde que as pessoas "usam"/fazem para ter prazer. 

Eu sou um pouquinho hedonista, gosto de sentir prazer! E tenho muito, muito, mas muito prazer no sexo anal. Faço, porque amo, assim como tem gente que ama levantar peso e ter músculos hipertrofiados ou se afogar no chocolate, o que eu não faço.

Da minha saúde? Médicos competentes cuidam e informam e não sites de xiitas desinformados e crentes, não médicos evangélicos mal resolvidos lançando boatos na internet por recalque. Quiçá vontade de dar o cu mascarada. 

Esses boatos surgiram, sobretudo por homofóbicos, por gente que quer menosprezar a forma de amar e de sentir prazer do outro. Por gente que acha que a Bíblia é Constituição ou algo afeto aos tempos modernos, mas dela só "tira", mormente para jogar pedra nos outros, o que deseja, afinal, faz sexo antes do casamento, come frutos do mar, usa mais de um tipo de tecido em suas vestes, faz a barba, se tatua e por aí a fora, pois eu prefiro não continuar, vez que tenho ojeriza da hipocrisia "cristã" (gosto de Cristo, ele era só amor e humildade, não escreveu nada e nem se sentia superior aos outros, mas não gosto da maioria dos cristãos. Eles são muito diferentes do "seu" Cristo).

Muitos são os reacionários que se deixam enganar por mentiras na internet, estão aí os apoiadores do Bolsonaro e do Trump como exemplo. 
Aliás, pertinente falar do Bolsonazi neste texto sobre cu, pois, tal qual seus seguidores haters, ele acha o cu tão sagrado que defeca pela boca!

Enfim, para a instrução de quem gosta de informações de sites idôneos, colo abaixo textos que são respectivamente, da page da Ginecologista Sincera (https://www.facebook.com/ginecosincera/posts/1079225462208993) e do site/artigo: http://www.mdsaude.com/2009/08/endocardite.html

Boa leitura!
Cláudia de Marchi
Brasília/DF, 03 de agosto de 2017.

"Gente, sexo anal NÃO dá endocardite bacteriana e É PRAZEROSO pra muitas mulheres, quando BEM FEITO.

E o que eu quero dizer com bem feito?

- CAMISINHA - não vai dar endocardite mas pode pegar HIV, Hepatite, Sífilis, HPV, etc. Além disso podemos acabar levando bactérias e fungos do intestino pra vagina,

- Excelente lubrificação (e não tô falando de manteiga ou condicionador!), como lubrificantes à base de água ou óleo a base de A.G.E (quando camisinha sem latex).

- Sem anestésicos, incluindo drogas que alterem seu estado, como o álcool;

- Não introduzir objetos (pelo risco de perfuração) e nada de "calibre" atípico (tipo punho, pelo risco de incontinência e fissuras).

- Nada de "chuca" ou duchas no local. Se tem nojo de cocô então não tem porque fazer sexo ali. 

- Não tente fazer com diarreia e nem com prisão de ventre. É ideal que tenha evacuado normalmente no dia (como diria meu pai, com a "caçamba" vazia).


E O PRINCIPAL:

- MUITO tesão e ZERO interesse em agradar o parceiro. Não que ele não importe, longe disso, é legal ver o parceiro tendo prazer e sendo feliz. Mas SEU CORPO NÃO É UM OBJETO pra servir de presente, por favor. Ninguém tem obrigação de satisfazer sexualmente uma pessoa às custas de esforço ou dor! Sofrimento não faz parte do sexo, faz parte do estupro. Se tiver com vontade ou curiosidade mas na hora achar que tá doendo, APENAS PARE, sem pena, sem remorso, sem peso na consciência, nem problema nenhum!

Ninguém que goste da gente DE VERDADE vai querer ter prazer com a sua dor.

(E, convenhamos, isso é bem mais importante de discutir do que dizer que sexo anal é pecado e dá uma doença que ela não dá!"



"Endocardite é o nome que damos à inflamação das estruturas internas do coração, principalmente das válvulas cardíacas. Se for causada por um agente infeccioso, chamamos de endocardite infecciosa; se o agente infeccioso for uma bactéria, o nome mais correto é endocardite bacteriana.
A endocardite surge habitualmente quando uma bactéria que está circulando na corrente sanguínea se aloja em uma das válvulas cardíacas, multiplicando-se e formando o que chamamos de vegetação valvar. A vegetação das válvulas é um emaranhado de bactérias, glóbulos brancos, glóbulos vermelhos, fibrinas e restos celulares, que é capaz de destruir a própria válvula e impedir o normal funcionamento do coração.
Neste texto vamos abordar as causas, os sintomas e o tratamento da endocardite infecciosa.

GRAVIDADE DA ENDOCARDITE BACTERIANA

Se não for reconhecida e tratada a tempo, a endocardite infecciosa costuma destruir a válvula cardíaca acometida, levando o paciente a um quadro de insuficiência cardíaca aguda e grave (leia: INSUFICIÊNCIA CARDÍACA – CAUSAS E SINTOMAS). O coração não consegue funcionar adequadamente se uma das suas válvulas encontra-se destruída.
Porém, além da insuficiência cardíaca, que por si só pode levar o paciente ao óbito, a endocardite também pode causar outras graves complicações, tais como:
– AVC, embolia pulmonar ou isquemia dos membros: coágulos de sangue misturados com vegetações podem se desprender da válvula e viajar até os pulmões, cérebro ou qualquer outra região do corpo, causando trombose à distância (leia: EMBOLIA PULMONAR e ENTENDA O AVC – ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL). Esses pedaços de vegetação que se soltam são chamados de êmbolo séptico.
– Glomerulonefrite ou infarto renal: nos rins, além do infarto renal pela embolização da vegetação, a endocardite infecciosa também pode provocar um quadro de glomerulonefrite (leia: O QUE É UMA GLOMERULONEFRITE?), que pode evoluir com insuficiência renal aguda e necessidade de hemodiálise (leia: ENTENDA A INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA).
Portanto, já deu para perceber a potencial gravidade da endocardite, não sendo de se estranhar que essa infecção tenha uma mortalidade próxima de 30% (quase um em cada três pacientes com infecção das válvulas cardíacas evoluem para o óbito).
As endocardites infecciosas causadas pela bactéria Staphylococcus aureus são mais graves e mais agudas, enquanto as endocardites causadas pela família das bactérias Streptococcus e Enterococos são mais subagudas (quadro mais arrastado) e têm taxa de mortalidade menor.

COMO SURGE A ENDOCARDITE?

Nosso sangue é habitualmente estéril, ou seja, não contém germes circulantes. Quando bactérias alcançam a corrente sanguínea, dizemos que o paciente tem uma bacteremia.
A bacteremia é um evento essencial para o surgimento da endocardite. Este é um dos motivos pelo qual não se deve atrasar o tratamento de infecções, sejam elas dentárias, na pele ou em qualquer outro ponto do corpo. Quanto mais tempo uma infecção existir, maior será o risco destes germes alcançarem a circulação sanguínea. Uma vez no sangue, as bactérias podem se deslocar para qualquer ponto do organismo, incluindo as válvulas cardíacas.
A bacteremia é um fator necessário para que ocorra a endocardite. Porém, nem toda bactéria que circula no sangue se aloja no coração. Outros fatores colaboram para o risco de adesão dos agentes infecciosos às válvulas cardíacas. São eles:
a) Administração de drogas intravenosas
Nos hospitais toda administração de substâncias por via intravenosa (IV) é feita seguindo rígidos padrões de higiene, exatamente para evitar que bactérias sejam lançadas diretamente na circulação sanguínea.
Esse cuidado raramente ocorre em usuários de drogas intravenosas, como cocaína e heroína. Além da pouca higiene na hora da administração, essas substâncias não são estéreis. O resultado final é a administração de quantidades elevadas de bactérias diretamente na circulação sanguínea. Quanto maior for o número de bactérias circulantes, maior é o risco de endocardite.
Normalmente, a endocardite em usuários de drogas IV é causada pela bactéria Staphylococcus aureus.
b) Doença valvar prévia
Pacientes com lesões das válvulas cardíacas, sejam adquiridas ou congênitas (de nascença), também são um grupo de alto risco.
Em geral, pacientes com lesões das válvulas cardíacas provocadas por quadro anterior de febre reumática são aqueles com maior risco (leia: FEBRE REUMÁTICA | Sintomas e tratamento). Porém, outros alterações valvulares, tais como estenose aórtica ou mitral, defeitos congênitos, como tetralogia de Fallot, coarctação de aorta ou defeitos no septo ventricular também são importantes fatores de risco.
Até o prolapso da válvula mitral, se acompanhado de insuficiência mitral, pode ser um fator de risco para endocardite (leia: PROLAPSO DA VÁLVULA MITRAL).
c) Válvulas cardíacas artificiais
Todo paciente com uma válvula cardíaca artificial está sob maior risco de desenvolver endocardite. As bactérias têm maior facilidade em aderir a produtos artificiais do que às válvulas nativas. O risco é consideravelmente maior no primeiro ano após a troca das válvulas.
d) Endocardite de Libman-Sacks
A endocardite de Libman-Sacks é uma tipo raro de endocardite, de origem não infecciosa, isto é, que não causada por nenhum germe, que surge nos pacientes com uma doença chamada lúpus eritematoso sistêmico (leia: LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO | Sintomas e tratamento).

SINTOMAS DA ENDOCARDITE BACTERIANA

O quadro clínico da endocardite bacteriana é muito variável, podendo o paciente apresentar desde sepse grave e insuficiência cardíaca aguda, até quadros mais arrastados de febre de origem obscura, como nos casos das endocardites subagudas.
Os sintomas mais comuns da endocardite são febre e calafrios. Na endocardite subaguda, outros sintomas inespecíficos são comuns, como falta de ar, cansaço, perda do apetite, dores pelo corpo, suores noturnos, etc.
Nos quadros graves de endocardite aguda, a febre e os calafrios são intensos e o paciente rapidamente evoluiu com sinais de insuficiência cardíaca, com intensa falta de ar, incapacidade de ficar deitado e edemas nas pernas.
A história clínica, que nos ajuda a identificar os fatores de risco, associado a um quadro de febre sem causa aparente, calafrios, queda do estado geral, surgimento de sopro cardíaco (leia: SOPRO NO CORAÇÃO | Causas, sintomas e tratamento) e sinais de embolização periférica, costumam sugerir o diagnóstico de endocardite.

DIAGNÓSTICO DA ENDOCARDITE BACTERIANA

O diagnóstico é geralmente confirmado através do ecocardiograma, que é um exame capaz de identificar a presença de vegetações em uma das válvulas do coração. O ecocardiograma habitual, chamado de transtorácico, pode ser usado inicialmente, mas ele não é melhor método para o diagnóstico da endocardite. Algumas vegetações menores podem passar despercebidas nesta forma. O exame mais indicado é ecocardiograma transesofágico, que é feito por via endoscópica. Esta é a modalidade de ecocardiograma que apresenta as melhores imagens das válvulas do coração.
O tipo de bactéria que está provocando a endocardite é diagnosticado através da hemocultura, que é um exame de sangue que identifica a presença de bactérias circulando na corrente sanguínea.

TRATAMENTO DA ENDOCARDITE

O tratamento da endocardite é feito obrigatoriamente com antibiótico por via venosa, que devem ser administrados por, no mínimo, quatro semanas. A escolha do antibiótico adequado depende do tipo de bactéria que está alojada nas válvulas.
Nos casos mais graves, quando há destruição da válvula cardíaca pela infecção, uma cirurgia de troca valvar é necessária, com implantação de uma válvula artificial.

PROFILAXIA DA ENDOCARDITE

Nos indivíduos sob alto risco de desenvolver endocardite, como explicado mais acima, é indicado o uso profilático de antibióticos antes de procedimentos que possam predispor a bacteremias.
Em geral, indica-se um dose única de 2 gramas de amoxicilina ou 500 mg de azitromicina 1 hora antes de procedimentos dentários ou respiratórios.
Segundo o mais recente guideline da American Heart Association, atualizado em 2007, apenas os seguintes pacientes devem fazer profilaxia:
– Portadores de válvulas artificiais.
– Pacientes com história prévia de endocardite.
– Doença valvar em transplantados cardíacos.
– Pacientes com doenças cardíacas congênitas.

Nem todos os fatores de risco são graves o suficiente para se indicar profilaxia. Prolapso de válvula mitral, mesmo com sinais de regurgitação, e lesões simples das válvulas, como estenoses e regurgitações, por exemplo, não são indicações para uso de antibiótico profilático.
Quais são os procedimentos de risco?
– Procedimentos dentários com manipulação de gengiva, mucosa oral ou região periapical dos dentes.
– Procedimentos respiratórios que envolvam incisão ou biópsia, como broncoscopia com biópsia, remoção de amígdalas ou adenoides.

Procedimentos gástricos e urinários, como endoscopia, colonoscopia, colocação de cateteres duplo J, biópsia ou cirurgia de próstata não são procedimentos de risco para endocardite.
Sexo anal é fator de risco para endocardite?
Não, sexo anal não provoca endocardite. Isso é apenas um dos muitos mitos espalhados pela Internet. Não há nenhum estudo científico que tenha comprovado qualquer relação direta entre qualquer tipo de sexo e a endocardite."

Texto em: http://www.mdsaude.com/2009/08/endocardite.html

Nenhum comentário:

Postar um comentário